domingo, 27 de janeiro de 2013

MÚSICA DA SEMANA 14

Oh boy, por onde começar e quais escolher?...

O.k., primeiro que tudo, este de hoje é capaz de ter mais músicas escolhidas para esta rubrica do que o costume. Mas há duas razões válidas para isso.
A primeira razão é de que simplesmente existem durações irregulares de músicas neste albúm: algumas vão de pouco mais de um minuto a outras rondando 5 ou 6 minutos. Logo, como vou selecionar também algumas das mais curtas, justifica-se mais entradas.
A segunda razão, e esta a mais importante, esta albúm tem um estilo tão variado em termos musicais que preciso de várias das suas músicas para o demonstrar adequadamente. Eu próprio nem sei como descrever esta banda correctamente...

O que se faz nessas alturas? Diz-se que é alternativo.

E quanto mais penso nisso, mais o termo "alternativo" adequa-se à banda Cloud Cult e a este albúm de 2008 de nome "Feel Good Ghosts (Tea-Partying Through Tornadoes)". O nome do albúm em si já deve ser significativo de que isto não é algo do comum, isto é as alternativo as it gets.


Lembro-me de em 2008 descobrir por mero acaso a música "Journey of the Featherless" e ficar extremamente agradado com ela e algo intrigado sobre a banda Cloud Cult. Mas quis a vida, por alguma razão, que apenas ouvi esta música e não investiguei mais da banda, vai-se lá saber porquê, outras coisas na cabeça talvez. Há coisa de uma semana e tal lembrei-me de como gosto da música "Journey of the Featherless" e fui ouvir de novo. Então, aí sim, decido ver quem são ao certo Cloud Cult.

Cloud Cult, descubro, é uma banda indie com um misto de homens e mulheres super talentosos e alternativos. Vejo também que, apesar de poucos anos de vida, são algo prolíficos apresentando já vários albúns.
Quase um por ano, o que me deixa genuinamente feliz saber que tenho mais albúns dos tipos para descobrir.
É que depois de ouvir todo o albúm "Feel Good Ghosts (Tea-Partying Through Tornadoes)", eu sei que quero ouvir mais desta cambada.
Vamos então começar com escolhas deste albúm.

Primeiro, a música que começou toda esta descoberta: "Journey of the Featherless". Em 2008 descubro-a por acaso e lembro-me de ficar preso ouvindo-a do início ao fim. Já se vê laivos nesta música de como esta banda é algo inconvencional, ortodoxa até, mas há músicas que demonstram isso melhor. Esta pura e simplesmente gosto muito mesmo.


Depois temos 1:07 de pura delicia "feel good" na música "It's What You Need". O beat, a guitarra, o sintetizador, as palmas, o assobio... Este é o tipo de música que se põe antes de começar o dia da melhor forma. Basta olhar-nos no espelho, dizer "Let's get it on and kick some ass" durante este minuto e sete segundos e sair de casa.

Depois desta, nada como algo mais simples, que esta banda também sabe oferecer. Ouçam esta versão acústica de "The Ghost Inside Our House". Vejam pura simplicidade e genialidade ao mesmo tempo. Música simplesmente bela e que demonstra como simplicidade por vezes oferece-nos o melhor em som.

"Hurricane and Fire Survival Guide" é das músicas que melhor representam o que é a alternatividade desta banda. A música lenta com que começamos não parece a mesma música "jumpy" com que estamos a acabar. No entanto, tudo parece fazer sentido junto de alguma maneira, apesar das imensas variações que vai tendo. Isto é daquelas que se tem mesmo de ouvir dos 0 até fim, sem saltar. Façam isso, reparem nas mudanças que tem ao longo de toda a música. Se no fim disserem "isto foi... interessante", então Cloud Cult é para vocês. Se não... é pena. Lamento informar-vos que são pessoas aborrecidas e desinteressantes então. Força pra vocês na mesma! Para os outros este post continua.

Apesar de "The Story of the Grandson of Jesus" ter uma mensagem que só pelo título pode se perceber que será para satirizar um pouco os "profetas", é quase impossível não bater o pé toda a música. De novo, daquelas que se tem de ouvir do início ao fim para se perceber. E daquelas que, ou se acha interessante e/ou se gosta, ou então simplesmente não é pra toda a gente o alternativo.
PS: Em baixo ponho uma versão ao vivo da mesma música, mas com menos qualidade de som. Primeiro ouçam a de estúdio, depois vejam a versão ao vivo. É de um concerto no "Earth Day" em que enquanto eles tocam vão lá pintando um quadro pelo meio... Porque não, right?


Gostam de Radiohead na sua fase "Idioteque"? Se a resposta é sim, são bem capazes de gostar da música super bizarra e algo caótica que são os 2:35 minutos de "The Tornado Lessons". Curta, bizarra, alternativa, boa.

Depois desta bizarria, algo mais calmo e belo. E mais uma daquelas que simplesmente muda e vai crescendo e crescendo, que tem mesmo de se ouvir do início ao fim. Começa com algo digno de uma banda sonora de um filme qualquer para terminar em alegre apoteose. "When Water Comes to Life". Eles têm algo que me agrada também em termos de mantra, que é o "que se lixe de onde viemos e para onde vamos, para quê perder tempo a pensar demasiado nisso, há de se ver", algo com que me posso identificar um bocado, admito.

E para terminar, esta música é... estranhamente bela.
Como é que uma banda que me dá rock, electrónica, orquestral, acústico, caos por vezes, bem... alternativo, também consegue pura beleza e simplicidade? Têm de ouvir até final, a sério.
É a música perfeita para dizer adeus aos que cá ficam.
Sim, se um dia eu morresse (queira Buda, Krishna, Shiva, Deus, Alá, os Guerreiros do Zodíaco, os Templários e/ou a Microsoft e a Apple que seja daqui a muito tempo), esta música seria ideal para um adeus  belo para todos que cá ficam.
..........Mas sendo eu cabrão como sou, acrescentava um dedo do meio esticado para todos também, como na foto em baixo. É por isso que vocês gostam de mim, não é? ;-)
Até pra semana!


RESUMO DA MINHA SEMANA NO YOUTUBE

Já faz mais de uma semana, mas hoje me apercebi que eu tinha-me esquecido de por cá no blogue também.

De novo para o canal do Hélder, desta vez mais umas FAQ's com o grande Gonçalo. Além do vídeo, os bastidores igualmente divertidos, como são sempre que nos juntamos.
Enjoy!!!



sábado, 19 de janeiro de 2013

CONFUSO COM... LIVRO DA 1ª CLASSE...

Estava eu a ver o livro de Português da minha sobrinha que está na 1ª classe (tecnicamente o 1º ano do Ensino Básico, mas eu prefiro 1ª classe) e fico algo confuso...



Primeiro tudo parece algo... abrasileirado...
Ou então algo... mau....

Incluindo nomes. Veja-se por exemplo:


Temos a Dadi e o Duda.
Duda ainda posso conceder que possa ser diminutivo de algum puto, mas Dadi?.. Nunca por cá ouvi alguém chamado Dadi. Pode até haver, mas não há nomes começados por D menos... estranhos?



Depois temos o Guga...
Guga é nome de um tipo a quem queremos dar um murro só pelo seu nome ou apelido idiota.





Depois nomes apenas bizarros como a Zaida.
Hmm... mas pensando bem, consigo imaginar alguma mulher de idade da nossa terra ou alguma emigrante de Fall River chamada Zaida.





Bem, agora já é preguiça pura... Não conseguem arranjar um nome melhor para a letra J do que... Jota?

E além de nomes invulgares também optam por penteados invulgares como "a juba de um leão".



Ah, o que eu pagava para estar presente no dia que a professora tem de dizer "a fêmea do cão Fofó"...  Aposto que aquelas crianças de 6 anos não vão conseguir conter uma risada.




"O Luico não conhecia o quebra-nozes".
Luico?... Luico??!!

Quem se chama Luico??!




Pobre do miúdo que se chamar Luico... Bem Luico, como tenho pena do nome que tens vou te explicar o que é um quebra-nozes. Como sabes as nozes têm uma casca muito dura e para as podermos partir mais facilmente existe um acessório que...

Ahhhh...
Pronto, ok. Admito que não sabia que o quebra-nozes é uma ave também. Desculpa, Luico.
Mas pronto, agora já sabes. Vai lá conhecer o quebra-nozes e...
WOW!!!  Que raio se passou contigo Luico??!!


...Pobre puto, não tem mesmo sorte... É o raio do nome terrível, é acidentes. Pobre Luico.





Bem, vamos ver se há algo mais alegre aqui agora que o Luico conhece o quebra-nozes.



Hmm... Narceja. Aparentemente outro tipo de ave.





Ok, vamos observar o Nuno a ver a Narceja. Certamente será menos constrangedor do que a situação do Luico e...

...............Ahh.............Oops...
Bem... Aparentemente o Luico teve mais sorte que o Nuno...

Droga! Ok, ok. Preciso arranjar algo menos constrangedor. Depressa!

Ah! Um pequeno texto!
Muito bem, certamente servirá para algo menos trágico, não é? Vamos ler:
...Sniff, sniff...
Pobre menino palhaço que tem "uma casa tão pequena que ele não podia correr, jogar, dormir à larga..."

Grrr..! Vai lá, livro!
Algo menos trágico! Vamos ver outro texto, as coisas só podem melhorar, certo?...
....
...Uma menina de dez anos morreu afogada no mar o verão passado... "E até sabia nadar!..."

Existências trágicas, infelizes ou repletas de perigo é outra coisa que anda por todo este livro.
Em especial com os animais. Vamos ver.

Logo pela capa temos um caracol aparentemente sorridente, mas na minha cabeça não consigo parar de ver um pobre animal a ver a sua vida a passar à frente dos olhos antes de ser tragicamente esmagado por um puto idiota num skate.
Sim, talvez eu esteja exagerando, mas dado o tom de coisas por vezes neste livro, é inevitável.

Depois a Úrsula que "gosta do urso".
O urso que está enjaulado e com o olhar triste, mesmo com o sorriso disfarçado. E vejam bem a Úrsula. Não parece mais que ela está a gozar com ele? Vejam o ar da pirralha, quase parece dizer "Eu tou cá fora e tu aí preso, nha-nha-nha-nha-nha!!"
E o urso internamente ansiando pela hora que põe as garras na Úrsula.



Acham que estou exagerando com o urso? Então vejam bem o hipopótamo:



Este cabrão está pronto a atacar! Ele já não se preocupa em disfarçar com um sorriso amarelo como o urso, ele quer esganar o raio das pessoas que não param de lhe tirar fotos!

Já "a Odete assustou-se com a orca".
Eu também ficaria assustado se uma orca aterrasse do nada numa piscina de quintal para crianças.









O veado parece feliz, mas porque raio ele tem uma t.v. portátil amarrada aos cornos?..
E ele nem tá ligando à t.v., tá com olho para os cornos.
Apenas bizarro....



Já o macaco claramente está com algum problema.
É verdade que até tem umas sapatilhas giras, mas ou ele tem pulgas ou está tendo um ataque de epilepsia. Eu aposto na segunda opção.
Veja-se a cara dele aterrorizada, o esgar de dor.
Acudam o pobre macaco!







O sapo já não se preocupa em disfarçar a sua existência triste. E ele está livre, sem perigo algum na sua vida. Mas claramente não é feliz. Talvez a rã abandonou-lhe e levou os girinos consigo, ou talvez o banco vai penhorar-lhe a rocha.
Só o ilustrador lá sabe o que vai na cabeça deste triste sapo...





O burro é um dos meus preferidos. A sua expressão de f@dido com a vida é hilariante. O coitado até tem uma nuvem negra a rodear-lhe, tão farto que ele está de tudo.
Nunca pensei que me fosse rir dum burro zangado, mas acho o look dele algo de fenomenal.
E ele até tem razões para estar zangado, veja-se a imagem seguinte:






Passa a vida a ser arrastado à força por um saloio humano zangado, obrigado a carregar coisas, a trabalhar as terras, sem ter um pouco de descanso. Claro que ele há de estar zangado e farto e com uma nuvem negra a rodear-lhe a fronha!








A mesma existência infeliz de trabalho forçado tem a pobre formiga que carrega centeio com quase o dobro do seu tamanho. Neste livro o mundo dos animais raramente é feliz. Luta-se por tudo, trabalha-se, ou está-se infeliz.








Mas sem dúvida o animal que mais me faz rir com a sua expressão de infelicidade para com a sua triste existência é o cão "Leão".

Pobre, pobre Leão...


Já o xarroco até nem parece infeliz.
Tem uma expressão meio autista, mas não parece infeliz. Já o mesmo não se pode dizer dos outros peixes que estão sendo sugados para a boca do xarroco. Estes sabem que estão prestes a ser paté para o xarroco canibal.







O risco de vida destes animais é sempre premente neste livro. "Do pinheiro caiu uma pinha que quase apanhou o gafanhoto".
O animal a passear em paz com os seus sapatos janotas e por pouco tudo não terminou em tragédia.










Risco de vida este que continua com vários animais perseguidos por caçadores. Entre eles o jacaré...










A raposa...












E o lobo.










Ah! Mas eis que temos um animal que, não só não vive em risco de vida, como também põe em risco por sua opção, por adrenalina, por radicalismo!
É o louco Tatu de asa-delta!!!
Finalmente um animal sem preocupações na vida!
Um animal que abraça a vida, que vive como ninguém a sua existência! Bravo, Tatu!
Livre de tudo e todos e...
...
Afinal já não é livre...
Afinal, "o tatu é do Tó"... Imediatamente parece mais infeliz. Numa imagem parece mais estilizado até, tal é a sua adrenalina. Na outra, imediatamente tem um ar confuso, triste. E o sacana do Tó, com o seu riso maquiavélico, é o responsável! Damn you, Tóóóóó!!!...
Não só os animais sofrem neste livro, como os humanos são mesquinhos, possessivos e gozam dos animais captivos (excepto o Luico, o Nuno, o menino palhaço e a menina de 10 anos que morreu afogada no mar).

Mas eis que finalmente chega a vingança dos animais na forma de um enxame de abelhas! E pelos vistos foi para um daqueles caçadores irritantes:

E para terminar, temos má escrita. Num livro de Português...
Não má escrita em ortografia, mas em rimas forçadas ou mudanças súbitas de acontecimentos confusos.
Veja-se a quadra:
Num momento está se falando da letra K, noutro dá-se um raspanete na menina por chupar no dedo. Não só é desconexo, como pode-se ver o escritor pensando: "Hmm... O que é que rima com karaté... Bebé!".
Já agora, Kátia, com K, é nome de stripper.

De novo, desconexo e mudanças súbitas e bruscas na narrativa. E Yun não rima com mundo nem Yoko rima com avô!!!

Mais uma vez, mudança brusca da narrativa. Neste então...
E já agora, sim "menina, faça chichi onde estas letras vê!". Não faça é em cima do Willy ou do Wally, não são nestas letras, ok?

E é isso. Obrigado à Areal Editores por me deixar confuso, o que por sua vez deu azo a este post.
Agora se me dão licença, vou resgatar o tatu do Tó e fazer asa-delta com ele.